Ceará investiga quatro casos suspeitos de Mpox, mas Sesa descarta cenário de alerta
Desse total, 90% concentraram-se no primeiro ano de circulação da condição, quando houve 496 infecções confirmadas.
28/02/2026 08:32:29
O Ceará possui quatro casos suspeitos de mpox, revelou nesta sexta-feira (27) a Secretaria da Saúde (Sesa). Apesar da investigação, o Estado não confirma infecções desde 2025, quando registrou 13 ocorrências, e, para a autoridade sanitária, o atual cenário epidemiológico não é de alerta.
Ao Diário do Nordeste, o secretário executivo de Vigilância em Saúde, o médico epidemiologista Antonio Silva Lima Neto, conhecido como “Tanta”, detalha que neste ano o território cearense registrou 12 notificações relacionadas ao vírus, sendo oito delas descartadas até essa quinta-feira (26).
Embora as notificações permaneçam baixas, o gestor ressalta que o Estado mantém o monitoramento preventivo, sobretudo de casos graves. Na realidade, ele explica que, atualmente, a atenção das autoridades de saúde está voltada para o crescimento das síndromes gripais, que aumenta a busca por atendimento médico em locais como Fortaleza.
O cenário da mpox local difere do nacional, que registra 88 infecções somente neste ano, especialmente em São Paulo, que acumula 63 casos desde janeiro.
Ceará registrou mais de 500 casos da doença desde 2022
Dados do Ministério da Saúde (MS) indicam que, desde 2022, quando o vírus da doença foi registrado no Brasil pela primeira vez, 546 pessoas foram acometidas pela condição em território cearense. Desse total, 90% concentraram-se no primeiro ano de circulação da condição, quando houve 496 infecções confirmadas.
Nos anos seguintes, os casos foram esporádicos, não chegando a duas dezenas por ano. Essa queda, segundo o secretário Tanta, seria resultado de uma série de fatores, entre eles a baixa capacidade de transmissão do agente, que se apresentaria por meio de surtos esporádicos.
"Inicialmente, a OMS [Organização Mundial da Saúde] avaliou que poderia estar diante de uma nova pandemia, e que não se configurou dessa forma, provavelmente pela limitação mesmo do próprio vírus. O vírus da mpox, para ser pandêmico, precisaria ter outras características, sobretudo uma capacidade de transmissão muito maior do que na verdade ele tem", aponta o epidemiologista.
fonte : Diario do nordeste